segunda-feira, 7 de março de 2016

Criticando Cinema: A Bruxa

  Não tem como negar que os filmes de terror, ultimamente, tem se desgastado com seus últimos lançamentos dentro da década que se veio. A onda do filme em primeira pessoa, logo após o estrondoso sucesso de Bruxas de Blair, acarretou em diversos outros lançamentos no mesmo estilo, como REC e a série Atividade Paranormal. O mesmo ocorreu com os estilos de zumbis e entidades sobrenaturais. Tudo se resume a cenas de sustos e violência explícita.

  Tendo isso em mente, A Bruxa saiu completamente da curva hollywoodiana e fez enorme sucesso em festivais de cinema ao longo do mundo.

  Roger Eggers  e a produtora brasileira RT Features, o filme acompanha uma família de colonos ingleses se estabelecendo na Nova Inglaterra, nos EUA, no século XVII.

  Banidos da plantação onde viviam depois de um julgamento, os puritanos William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) partem em direção ao interior inóspito da região levando seus filhos e poucos pertences. A clareira às margens de uma floresta onde se estabelecem, porém, não demora a dar sinais de que há uma força sombria trabalhando no local, especialmente quando a filha mais velha, Thomasin (Anya Taylor-Joy), perde o bebê da família inexplicavelmente. Outros sinais vêm a seguir, envolvendo os gêmeos Mercy (Ellie Grainger) e Jonas (Lucas Dawson), além do filho do meio Caleb (Harvey Scrimshaw), determinado a ajudar seus pais durante sua provação.


  Trabalhando bastante com o terror psicológico, A Bruxa descarta assombrar o público com os clichês de diminuição de música, sustos e jorros de sangue, e utiliza muito do clima depressivo e assombroso para prender a atenção de quem assiste. Deste modo, o longa, de pouco mais de uma hora e meia, chega se tornar monótono e com poucas cenas de clímax que realmente aterrorizem o público em geral. O foco realmente ficam nas poucas cenas onde a Bruxa aparece, muito mais desconcertando quem assite com cenas “chocantes” e “macabras”, do que realmente os assustando.

  O curioso acontece após o filme acabar, pois enquanto os comentários na maioria dos filmes de terror é do público rindo e dialogando animados sobre as cenas que se assustaram, A Bruxa entregou um público completamente cabisbaixo e depressivo. Não pelo fato do filme ser ruim, mas por realmente a energia do filme ser pesada a ponto de chocar.



  Perguntas como “Por quê raios assisti esse filme?”, “Como alguém pode ter ficado semanas ou meses filmando isso?”, “Isso tudo era necessário?” e “E agora? Como fica tudo isso?” ficavam batendo na cabeça das testemunhas que presenciaram o conto da Nova-Inglaterra em formato cinematográfico.



André Bludeni

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