terça-feira, 29 de julho de 2014

Segunda Família

Todos nós já tivemos problemas que muitas vezes, para nós, seria algo insolucionável. Recorrer para a familía seria desnecessário ou até mesmo vergonhoso, então a quem clamar por socorro?


Lá estão eles, os saudosos amigos. São eles que ouvem suas mais insuportáveis besteiras, lhe atormentam dia e noite, mas também te entendem de todas as maneiras.

É estranho como cada grupo de amigos são ao mesmo tempo tão distintos e semelhantes. Pode ser nos gostos musicais, afinidades por um esporte ou juras de amor por um tópico nerd. E aí de você se fizer mal a algum membro do grupo. Será julgado e cruxificado pelo resto de sua vida.

Todo grupo de amigos tem certos participantes com certas características. A começar com o Cabeça Dura, que sempre acredita estar certo e quer as coisas do seu jeito. Se algum elemento acontece diferente  do seu planejamento, a confusão é certa, pois para ele é como se a liderança do grupo lhe pertencesse e nada deve ir de desencontro ao "ordenado".

Em seguida temos o Palhaço, é sempre o amigo que traz as maiores risadas e diversão ao grupo. A atenção do público é voltada a ele sempre, mas como todo palhaço é difícil levar a sério.

O terceiro sempre é o Sabichão. Seu ar de superioridade é a marca registrada onde ele dará todas as respostas para suas perguntas, mesmo que elas não estejam certas.

O Quietinho, como o nome já diz, é o amigo que aceita tudo e não reclama de nada. Sem argumentação ou opinião, o que acontecer já lhe agrada. Este amigo muitas vezes é a melhor companhia, mas existe a hora que uma certa..."atividade"...seria bom também.

Por último vem o Louco. Este é, obviamente, o mais excêntrico. Tudo o que ele faz, fala e pensa não tem pé nem cabeça. Você mal acredita que ele cogita tais loucuras, mas ele nunca trai tal fama.

Existem também os Passageiros, que aparecem sempre, mas logo somem deixando o grupo principal, aqueles que não se desgrudam, mesmo brigados pela besteira mais irreal que se pode imaginar.

Todos tem seus defeitos, mas os aceitamos por suas virtudes. Eles irão nos cansar, nos perturbar e com certeza nos ajudar quando precisarmos. Serão eles que nos defenderão em uma briga, que darão os conselhos, que serão os culpados daquela ressaca no dia seguinte, ou de encoraja-lo a se aproximar da gata na festa, e até de fazer sua barriga doer com as gargalhadas mais profundas e sinceras que você terá por causa da coisa mais imbecil que verá, pois são eles que escolhemos para ser nossa Segunda Família, são eles que queremos ao nosso lado no dia a dia.

São eles os melhores amigos!




quinta-feira, 24 de julho de 2014

Morte da Infância

Você já deve ter percebido que nos últimos meses programas e desenhos infantis já não estão mais sendo transmitidos em canais abertos, certo? Isto é por causa do projeto de lei 5921/2001, que foi aprovado há três meses, que trouxe a proibição de publicidade voltada para o público infantil. 

O motivo apontado da criação de tal projeto era de que as crianças de hoje em dia, expostas a tais propagandas, criam um consumismo exorbitante  de onde muitas vezes não conseguem ter discernimento para separar o necessário do a mais. Mas o "pequeno" problema é que canais abertos se sustentam através de propagandas, desde modo, transmitir programas onde a publicidade do público alvo não é mais permitido existir, não é viável. Sem comercial da Hot Wheels ou da My Little Pony, sem desenho do Bob Esponja e Dragon Ball.


Esta proibição é uma comprovação do Estado assumindo a incapacidade de solucionar um problema, onde a proibição é o melhor caminho invés de se analisar a situação e tentar remediá-la. A hipótese de instrução e de educação foi descartada sem o menor pudor. A criança deve ser orientada e ensinada a consumir o que é necessário e sem exageros e não simplesmente proibi-la a exposição de publicidade.


Proibir a publicidade voltada para as crianças é passar por cima da autoridade dos pais, poupar o trabalho deles de instruir e limitar suas liberdades de decisão.  Como se eles soubessem, à distância, o que é melhor para o seu filho.


Um grande exemplo de quem será prejudicado com esta lei é o saudoso Maurício de Souza, pois como as coisas estão, a Turma da Mônica que todos conhecemos não existirá mais. Algo em torno de 70 a 90% do faturamento da Maurício de Sousa Produções vêm dos licenciamentos dos personagens. Foram os licenciamentos que muitas vezes sustentaram as revistinhas. Nem as famosas maçãs da Turma da Mônica poderão mais existir por ter personagens nas embalagens do produto.


Deixo vocês com a seguinte pergunta: Proibir é melhor do que instruir?










quarta-feira, 23 de julho de 2014

Criticando Cinema: Planeta dos Macacos - O Confronto


Ambientado alguns anos depois do longa anterior (Planeta dos Macacos - A Origem), o filme acompanha César, líder da nação cada vez mais crescente de macacos geneticamente evoluídos, e um grupo de humanos sobreviventes da devastação virótica. Embora macacos e humanos tenham estabelecido uma trégua, ela não vai durar para sempre.

Esta é a premissa do segundo filme do reboot da marca Planeta dos Macacos, mas diferente do seu antecessor, neste filme se cria uma simpatia e repulsa constante com os nossos amigos símios que também podemos transportar para os acontecimentos atuais da vida real. 


No início do filme já podemos analisar que a evolução mental dos macacos evoluiu muito de dez anos após a devastação e que César, adorado por todos os seus seguidores, consegue manter a paz em sua comunidade, mas tem dificuldades de lidar com a educação de seu filho Olhos Azuis.

Do outro lado temos Malcolm, um sobrevivente humano que também lida com o peso de ajudar outros sobreviventes e cuidar de um filho traumatizado.

Se bate muito na idéia de que os macacos são melhores do que os humanos pela união deles, independente de suas raças símias ou do que ocorre no mundo afora, como uma "ameaça humana''.

Fomos nós que criamos o vírus,  que criamos guerras contra nós mesmos, que torturamos os animais e destruímos os planetas. 

Vendo por este ponto é muito fácil criar a simpatia por César que preza a paz e a união familiar. Por outro lado, temos Koba, o vilão chimpanzé que torturado pelos humanos no passado acredita que ainda somos uma ameaça e devemos ser exterminados. Na comunidade humana, Malcolm também preza a paz e a união, enquanto Dreyfus, o líder da comunidade, acredita que a ameaça símia pode lhes custar caro.


Deste ponto, tiramos que em guerras que acontecem hoje em dia, temos tanto pessoas que acreditam na paz e outras que insistem no lado violento como a solução única. Ambos os lados tem pessoas ruins e pessoas boas, com idéias diferentes por motivos próprios, mas independente do que acontecer as conseqüências serão para todos, não importando no que acreditavam no passado.


Um ponto alto do filme é quando César explica ao seu filho que acreditava na superioridade dos macacos por serem mais unidos e consequentemente bons, diferente dos humanos, mas ao final percebe que são tão parecidos como nós onde existe tanto o mal como o bem.

Chega a ser estranho imaginar animais que supostamente vemos como subdesenvolvidos tendo uma idéia tão básica em relação a convívio pacífico que nós, humanos, com todo o conhecimento e experiência que temos, ainda temos dificuldades de aprender.

No final, não importa qual eram seus princípios, bons ou ruins, pacíficos ou violentos, se a guerra começar você irá ser julgado como qualquer um e irá pagar junto com todos. 


Macacos ou humanos, de uma comunidade ou outra, irá ter sangue.






Cinema Criticado: Pocahontas (Verdadeira História)

Irei começar uma coluna (ainda sem data certa de de publicações) sobre cinema, uma paixão minha.
Como esta semana ainda não assisti muita coisa nova, irei começar com um desenho clássico da Disney que obviamente todos já viram ou ouviram falar, Pocahontas.

Esta primeira coluna não será exatamente uma crítica ao filme, mas sim uma análise da estória contada pela Disney e a história verídica.


Por quê Pocahontas? Não tinha nada...melhor...?


Bom, a idéia veio por uma conversa que tive hoje onde este filme entrou em cena e que me deixou curioso para saber a real história da indígena norte-americana.


Pouca coisa se sabe da verdadeira história de Pocahontas, pois sua história tem poucos vestígios escritos em contra as lendas contadas de geração e geração.



Peter Schneider (o então presidente da Walt Disney Feature Animation) e seu time de desenvolvimento consideravam uma versão animada da história de “Romeu e Julieta” por cerca de oito anos e o rascunho de Mike Gabriel da história de Pocahontas tinha muito dos mesmos elementos. Schneider diz que “nós estávamos particularmente interessados em explorar o tema de que se não aprendermos a viver uns com os outros, nos destruiremos".
Com seu projeto tendo recebido a aprovação dos executivos (o projeto aprovado mais rapidamente na história do estúdio), Gabriel começou a escrever um rascunho da história e trabalhou com Joe Grant em experimentações visuais preliminares e notas de história.
Em 1992, após acabar seu trabalho supervisionando a animação do Gênio de Aladdin, Eric Goldberg se uniu a Mike Gabriel como codiretor de Pocahontas. Mike e eu separamos nossas funções conta Goldberg. Eu fiquei principalmente a cargo da animação e do clean-up enquanto ele lidava com layout, cenários e modelos de cor.
O grande sucesso de A bela e a fera (1991) teve grande influência na produção de Pocahontas. O filme ganhou as graças não apenas do público infantil, mas também de uma grande parte do público adulto, culminando em uma indicação ao Oscar de melhor filme, a primeira do tipo para um filme de animação.
Com o intuito de produzir um filme animado mais adulto que, finalmente, ganhasse a disputada estatueta, Jeffrey Katzenberg, então responsável pelo departamento de animação, resolveu fazer com que Pocahontas se encaixasse às suas ambições. O filme foi estruturado como uma história séria e madura e grande parte dos momentos cômicos foram excluídos.
Em 1995, a animação Pocahontas foi lançada contando a história da índia que salvou o Capitão John Smith de um afogamento e juntos tentam manter a paz entre os colonizadores e a tribo indígena Powhatan.
Diferente do filme, na vida real John Smith, um homem bruto de cabelos castanhos e barbudo ( nada delicado e loiro como no desenho), nunca teve uma relação amorosa com Pocahontas, pois o navio de John Smith chegou ao novo continente em 1607 e nesta época os dados apontados mostram que Pocahontas tinha apenas onze anos de idade, sendo assim, John Smith, um tutor e professor da língua e costumes inglês mais do que qualquer coisa. Em 1609, por causa de um acidente com pólvora, Capitão John Smith teve que voltar a Inglaterra.
Representantes da Nação Powahatan criticaram fervorosamente a Disney na época pedindo que a empresa ratificasse os erros cometidos, como este laço amoroso entre os personagens e o nome usado para a índia que era apenas um apelido de infância que significava "garota mimada".
Outro fato, Governor Ratcliffe é o vilão na história. Ao contrário dos outros vilões da Disney, a personagem é baseada em várias figuras históricas reais. Apesar do capitão do The Discovery, John Ratcliffe, ter sido governador de Jamestown a certo ponto, não foi o primeiro, nem foi o capitão do navio em que John Smith e o resto da tripulação da Virginia chegaram.
Pocahontas, na verdade, foi casada com John Rolfe, um grande comerciante inglês de tabaco. A jovem índia, em 1612, com apenas dezessete anos, foi aprisionada pelos ingleses enquanto estava em uma visita social e foi mantida na prisão de Jamestown por mais de um ano. Durante o período de captura, o inglês John Rolfe demonstrou um especial interesse na jovem prisioneira. Como condição para Pocahontas ser libertada, ela teve de se casar com Rolfe.
Pocahontas passou um ano prisioneira, mas tratada como um membro da corte. Alexander Whitaker, ministro inglês, ensinou o cristianismo e aprimorou o inglês de Pocahontas e, quando este providenciou seu batismo cristão, Pocahontas escolheu o nome de Rebecca.
Logo após isso, ela teve seu primeiro filho, a qual deu o nome de Thomas Rolfe. Os descendentes de Pocahontas e John Rolfe ficaram conhecidos como Red Rolfes.
Em 1616, Rolfe, Pocahontas e Thomas viajaram para Inglaterra. Junto a eles, onze membros da tribo Powhatan, incluindo o sacerdote Tomocomo. Na Inglaterra, Pocahontas descobriu que Smith estava vivo, mas não pôde encontrá-lo, pois estava viajando. Mas Smith mandou uma carta à rainha Ana, informando que fosse tratada com nobreza. Pocahontas e os membros da tribo se tornaram imensamente populares entre os nobres e, em um evento, Pocahontas e Tomocomo se encontraram com o rei James, que simpatizou com ambos.
Em 1617, Pocahontas e John Smith se reencontraram. Smith escreveu em seus livros que, durante o reencontro, Pocahontas não disse uma palavra a ele, mas, quando tiveram a oportunidade de conversarem sozinhos por horas, ela declarou estar decepcionada com ele, por não ter ajudado a manter a paz entre sua tribo e os colonos. Meses depois, Rolfe e Pocahontas decidiram retornar à Virgínia, mas uma doença de Pocahontas (provavelmente a varíola, pneumonia ou tuberculose) obrigou o navio em que estavam a voltar para Gravesend, em Kent, na Inglaterra, onde Pocahontas veio a falecer.
Após sua morte, diversos romances sobre sua história foram escritos, sendo que todos retratavam um romance entre Smith e Pocahontas. A maioria, ainda, tratava John Rolfe como um vilão, que teria separado os dois e casado com Pocahontas à força. Apesar de sua fama, as figuras encontradas sobre Pocahontas sempre foram de caráter fantasioso, sendo a mais real figura de Pocahontas a pintura de Simon Van de Passe, que foi feita em 1616.



Como uma forma de desculpas e reparar alguns erros, a Disney criou o desenho Pocahontas 2 - Journey to a New World, onde parte da história da ida de Pocahontas a Inglaterra, seu romance com John Rolfe e a falsa notícia da morte de John Smith é relatada.




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domingo, 20 de julho de 2014

Filhos da Madrugada

Desta vez postarei um texto de autoria de um amigo meu, Gabriel Cespi, que acredito ser tão interessante e curioso de se compartilhar. O texto fala do real sentimentos de muitos solteiros e os pesos que devem carregar com tais escolhas.



"Dizem os solteiros, que são filhos da noite, são de todos e também de ninguem, estao sozinhos mas nunca desacompanhados. Esses personagens da solteirice estão apenas negando amar um outro individuo e dividir suas experiencias, vivencias, temores, medos, paixoes e todas as outras coisas que compartilhamos com nosso bem amado, mas como um bom solteiro diz, não passa de bobagem. Sinto muito lhes dizer, mas não saben oque estão perdendo, negando à suas vidas um relacionamento, muitas vezes por medo, outras por ainda nao ter achado sua outra metade. Solitarios são essas as pessoas que pulam de relacionamentos casuais, de uma noite de cama, acordando com rostos diferentes. Não nego que tenha suas vantagens, mas pesando os prós e contras, tenho que adimitir, na minha opiniao, não passa de uma trivialidade, talvez um meio de passar o tempo. Fazer parte da vida de alguem e trocar algo intelectual, cultural e de vivencia propria, talvez seja uma das maiores vantagens de se estar junto de outro ser pensante, diferente de você, com visão de mundo diferente, mesmo que seja breve, seja intenso, seja metate de algo. Fazer parte de alguem faz o seu inteiro influenciar outro e vice-versa, assim quanto mais inteiros influenciamos nos tornamos mais completos, mais diversos. Fazendo parte de alguem mesmo sendo por pouco tempo nos torna um pouco de cada que encontramos na vida e trocamos algo signifcativo, mesmo porque, no final somos todos irmaos vivendo em locais diferentes buscando apenas sobreviver a essa passagem nesta terra, da qual nunca sairemos vivos."


Gabriel Crespi






quinta-feira, 17 de julho de 2014

Aprendendo a Sonhar

Eu sempre fui uma criança agitada na minha infância. Passava horas e horas correndo e sempre curioso com o novo. O pátio de 300 metros quadrados do meu prédio se transformava nas minhas brincadeiras em campos de guerra da 2ª Guerra Mundial, safaris de pokémons, grandes caçadas de policiais contra bandidos, templos de grandes guerreiros orientais e até espaços destruídos para lutas épicas de super-heróis contra vilões. 


Todos moradores do meu prédio e ainda amigos dividiam dessas fantasias infantis que todos já vivenciaram em uma época da vida, mas a minha preferida vinha a noite, depois de ter jantado e estar de banho tomado pronto para me deitar

Minha mãe, tendo além de mim, um garoto eufórico e muitas vezes ansioso e sem controle, também tinha meu irmão com características bem semelhantes. O método que ela arranjou para nos acalmar e ter sossego, sem ela saber, era a melhor das brincadeiras.

As luzes se apagavam em um tom de mistério, nossos pequenos corpos ficavam confortáveis deitados em sua enorme cama, o cheiro de insenso começava a se exalar e aos poucos a música vinha...Enya era a trilha sonora dos melhores sonhos que eu já tive. 

Com cantos angelicais e tons celtas, eu mergulhava em um sonho mágico e cheio de fantasia onde meu corpo perdia total peso e voava junto com fadas atrás de dragões, elementais que se escondiam atrás de grandes árvores fosforescentes e elfos com duendes brincavam perto de riachos brilhantes.

Esses sonhos duravam o período de duas ou três músicas antes de irmos dormir, mas nas nossas mentes eram uma infinidade única e mágica, a melhor diversão do dia onde o propósito era exatamente o oposto do que as brincadeiras de tarde proporcionavam, a euforia.

Hoje em dia, quando poucas vezes ouço Enya, consigo ter um leve resquício desses momentos mágicos que tinhamos na infância, onde podemos ser quem quisermos, fazer o que desejamos sem nos importarmos com o amanhã e corrermos neste mundo cheio de alegria e fantasia da maneira que quisermos.

Obrigado mãe, por me fazer a aprender a sonhar do jeito mais puro.





terça-feira, 15 de julho de 2014

Terrorismo ou Política?

Muito se fala nesta semana sobre o Hamas e o cessar-cessar fogo contra Israel. Julgamentos em relação aos dois lados são feitos sem muito analisar o que realmente acontece.
Cansei de ouvir que todos os árabes são terroristas e quem estão roubando uma terra que não são deles e até mesmo que os judeus que são egoístas e hipócritas ao não dividir espaço com os palestinos.

Ambas as nações discutem os direitos de um pedaço de terra tanto por motivos religiosos ou por costumes e descendências no local, por isso esta guerra dura tantos anos e ambos os lados atacam violentamente civis inocentes com ataques terroristas, certo? Errado!

Seria muito hipocrisia imaginar que realmente estes ataques recentes e a guerra toda são simplesmente por causa de um pedaço de terra do tamanho de um bairro paulista ( ou até menor) onde NADA irá crescer ou frutificar ao longo do tempo.

Esta guerra tem princípios muito mais políticos do que imaginamos. Vamos dar nome e significado aos bois antes. De um lado temos Israel, uma república parlamentar localizada no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar MediterrâneoApós a adoção de uma resolução pela Assembleia Geral das nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação do Plano de partilha Palestina para substituir o Mandato Britânico, em 14 maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico. As nações árabes vizinhas invadiram o recém país criado no dia seguinte, em apoio aos árabes palestinos. Israel, desde então, travou várias guerras com os Estados árabes circundantes, no decurso das quais ocupou os territórios da Cisjordânia, Península do Sinais,Faixa de Gaza e Colinas do Golã. Partes dessas áreas ocupadas, incluindo Jerusalém Oriental, foram anexadas por Israel, mas a fronteira com a vizinha Cisjordânia ainda não foi definida de forma permanente. Israel assinou tratados de paz com Egito e Jordânia, porém os esforços para solucionar o conflito israelo-palestino até agora não resultaram em paz.


Do outro lado temos a Palestina, hoje liderados pelo Hamas, uma organização palestina, de orientação sunita, que inclui uma entidade filantrópica, um partido político e um braço armado, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. É o mais importante movimento fundamentalista islâmico da Palestina.


Ambos os lados vivem dessa guerra e não pretendem acabá-la muito cedo, pois os interesses dentro dela são enormes. Primeiramente o investimento bélico feito pelos dois lados é milionário. Para os cabeças dos Palestinos é muito bom estarem no comando de um povo que se sente oprimido e renegado, pois quem não quer ser líder e ter seguidores? O fato de se ter milhões de pessoas acreditando em você, depositando tudo o que tiverem ( o que é quase nada) por uma causa heróica em seu nome, é no mínimo reconfortante a ponto de você querer sempre estar em alta com os ataques que forem possíveis ser feitos. segue-se o mesmo pensamento de um chefe de boca de drogas em uma favela. Ele quer ser o rei, mesmo que seja de um lugar péssimo!

Já para Israel é muito lucrativo esta guerra também continuar explodindo, pois seu grande investimento vem do governo americano para incentivar tropas e utilizar o espaço como uma base americana no Oriente Médio. Caso eles estejam em paz não há novos motivos para os EUA continuar investindo no local e passar todos os bilhões despejados no país para outro lugar mais promissor.

Resumindo a ópera, não será tão cedo que este fogo se apagará, pois existe sede de negócios para ambos os lados. O fatos religioso é apenas uma leve desculpa para o dinheiro correr nas poucas mãos que estas grandes nações estão sendo controladas. Esta mais do que claro que ambos tem direitos pela guerra e que é possível dividi-las em harmonia, mas isto seria uma grande perda nas contas bancárias do grandes chefões, logo é preferível que inocentes morram para se ter mais motivo de guerrear.


Amigos judeus ou amigos árabes poderão discordar dos meus pontos escritos acima, mas não passa da pura verdade. As coisas são bem mais simples do que se imagina e se resumem, novamente, em cinco letras: P-O-D-E-R.












segunda-feira, 14 de julho de 2014

#SomosTodosHannyas

O Hannya é um exemplo dos muitos tipos diferentes de máscaras usado pelos atores japoneses tradicionais de teatro Nô. É representado por uma face com chifres, grandes olhos, dentes pontiagudos, combinados com um olhar de puro ressentimento e ódio. Sua expressão de sofrimento em torno dos olhos e das vertentes do cabelo que sempre aparece representada de uma maneira desordenada, demonstra a sua paixão desvairada.

Diferentemente do conceito Ocidental para inferno e demônios, o julgamento no budismo japonês é que demônios são os confusos sentimentos humanos como a paixão, ciúme e ódio que podem transformar homens e mulheres nessas terríveis criaturas.

A palavra Hannya vem do sânscrito, onde seu significado nada tem a ver com o Demônio japonês.

Trata-se de uma virtude atribuída a Buda. Existe até uma oração conhecida como 般若波羅蜜多心經 Hannya Haramitsu Shingyô (Sutra do Coração). Como amuleto, funciona espantando os maus espíritos. Por esse motivo, é comum encontrarmos no comércio, pequenas máscaras de Hannya feitas de várias matérias-prima, as quais são adquiridas para proteger a casa, comércio, academias e até carros.
Caso formos analisar este conceito, somos todos Hannyas escondidos através de máscaras do dia a dia. Quem não sente ciúmes, ódio, rancor  e outros sentimentos de natureza semelhante? Uma hora ou outra teremos nossos próprios dentes pontiagudos e chifres gigantes.

Hannyas, para mim, são a expressão artística mais pura dos sentimentos humanos, onde é mostrado a verdadeira natureza sentimental do homem. Nunca um homem rancoroso e vingativo ou uma mulher ciumenta e deprimida são coisas românticas e fáceis de se ver. O lado feio, grotesco e ruim esta presente. Mesmo assim não devemos ter vergonha de termos tais características e sermos comparados a "demônios". Faz parte do ser humano.
Somos todos Hannyas.


Onde Erramos?

Com certeza você já deve ter parado para pensar onde foi que a humanidade errou, pois seres tão desenvolvidos e com tanta sede de sabedoria não poderiam ter tamanha burrice de se auto-destruirem como fazemos. É incoerente e irracional como uma característica forte entre os humanos. Ponto principal para terem evoluído tanto (se é que isso pode se chamar de evolução.).

No reino animal, os grupos formados entre os seres vivos não possuem discordância ou tamanho desequilíbrio como o humano possui no seu dia a dia. Existe o macho alfa que da as coordenadas para todos os integrantes de seu grupo, mas sempre visando o bem total de todos e não unicamente seu. Por que ele faz isso? Porque ele pode, porque é seu dever como o alfa. Nenhum outro animal do grupo duvida de sua força e ou escolhas. Caso haja um novo animal para tentar ser o alfa, ele terá de provar que merece estar no lugar do primeiro, novamente, visando o bem coletivo. Não existem escolhas para bens próprios ou ostentando a superioridade, então por que o humano se afastou tanto desse equilibro, sendo que somos os mais racionais desse mundo todo?
Essa foi uma pergunta que me batia na cabeça e não se desgrudava mais. “Por que tiramos vantagens em cima dos outros?”, ”Por que pessoas se sentem superiores as outras?”, “Por que existe a corrupção e a violência gratuita?” ou até mesmo “Por que não entramos todos em harmonia?”. Quem tem o poder também tem o ônus de deixar as coisas funcionando, certo?

Você já se fez essas perguntas e talvez até não tenha tido uma resposta concreta ou uma que te satisfizesse a curiosidade. Eu me perguntei isso algumas vezes, mas se intensificaram com o tempo e a idade me alcançando, principalmente na adolescência , onde estamos com vontade de observar tais fatos, com olhos apurados para isso e não cansados da vida de merda que passamos. É a melhor época da vida. Jovens adultos sedentos por respostas e sabedoria  com o espírito de criança que ainda lhes resta. Não sentimentos cansaços, dores, sofrimentos verdadeiros ou o tédio a vida monótona que criamos para nós.

Agora volto a lhes perguntar: O que faz do ser humano se achar superior e tirar vantagens de outros apelando muitas vezes para a corrupção e a violência? A resposta é: Poder! 
Somos viciados em poder e tudo que nos de um leve ar de superioridade já nos leva as alturas e a uma impetuosa ação de egocentrismo contra os demais. Precisamos ser melhores que os outros e até conseguir humilha-los, faze-los de trouxa e , por que não, acabar com eles.
O dinheiro e o poder escravizam.
Usamos o fato de corrermos atrás de nossos direitos humanos e básicos para atingir, avançar e corromper o direito dos demais. E isso não vem de adulto, pois quantas vezes vemos pequenas crianças que roubam doces de outras apenas pelo fato de querer chupar mais um pirulito? Ou roubar um brinquedo que sempre sonhou ganhar de aniversário? Caso essas crianças nãos sejam repreendidas e ensinadas o que é certo a se fazer, as coisas irão piorar. Mas quando digo piorar eu realmente falo que, aos poucos, isso se intensificará de um modo em que o certo e o errado não terão mais barreiras que os diferencie dentro da cabeça dessa pessoa. 
Aos poucos tudo irá se misturar dentro da mente desta pessoa e que o método para chegar a um objetivo não irá importar. O fácil ganhará do justo e do certo. Esquecemos que o caminho mais difícil também é mais rico. 
Vivemos em uma era onde roubar é apenas um meio para sobreviver. E matar é apenas um jeito de resolver as coisas. Familiar pra vocês? Quem nunca ouviu um bandido quando foi preso dizer que precisava do dinheiro para alimentar os filhos? Ou políticos serem pegos com todas as provas contra suas atitudes corruptas e ainda conseguir criar uma absurda imagem de inocente e fazedor de justiça.

A solução, em meu ver, não existe. Nascemos, crescemos e morremos com esse vício destrutivo. O que nos torna diferentes, únicos e onipotentes também será nossa ruína sem volta.
Seria hipocrisia de minha parte dizer que não enxergo uma pequena luz no fundo do túnel, mas tenho medo de afirmar que cada vez mais essa luz esta mais longe e mais fraca.

Princípios são apenas coisas bonitas para se postar no Facebook. Educação é algo que só apresentamos para pessoas que nos trazem algo de nosso interesse. Honra é... o que é honra mesmo?

Todos os princípios podem ser comprados, independente de qual ele seja, por isso devemos ter os nossos princípios o mais alto possível para poderem ser pouco atingíveis. Esses princípios tem hierarquias onde devemos sacrificar alguns para poupar outros.

Precisamos mudar? Radicalmente! Conseguiremos? Espero que sim.

Deixo-os com a pergunta inicial. Onde erramos?

O Morador da Mente


Sempre imaginei que todos os nossos pensamentos, independentes de serem uma complexa teoria filosófica a ser desvendada ou até mesmo um lembrete de dar a descarga, fosse um pequeno ser que vivesse dentro da minha mente dizendo o que ser feito ou o que falar.

Sua imagem específica nunca me foi certa. o imagino bem pequeno (obviamente) com membros bem compridos, olhos como se fossem pequenos pontos negros numa face pálida e um nariz....ahh, um belo de um nariz!  Sua roupa é simples. Calça branca, sapato branco e claro uma camisa branca.

Minha mente, por ser simplesmente funcional por causa de suas ações, seria realmente um espaço vazio. Meu Morador com certeza a mobiliou de forma exemplar com uma grande e confortável poltrona de couro marrom onde lá irá refletir sobre os momentos que se necessita grande concentração, com decisões que irão ter um grande peso no futuro. Não podemos esquecer da grande luminária ao lado da poltrona de onde vem as grandes idéias cheias de luz. Aquelas que são instantâneas, mas ao mesmo tempo...brilhantes!

Um pouco mais ao lado se encontra uma pequena mesinha velha, meio bamba,toda bagunçada e cheia de tranqueiras. Nesta é onde o Morador se irrita e não consegue sair do lugar. Xinga, discute, reclama e cada vez mais a mesa se enche de bobagens.

Ao fundo é possível se ver uma grande cama daquelas bem antigas de madeira envernizada e toda detalhada com desenhos. O edredon é velho e todo remendado, mas não existe nenhum mais aconchegante e quente como aquele.
Com todas essas características, a cama é onde o morador faz e decide as coisas mais simples para mim. Decisões básicas e falas óbivas, mas são estas as mais sinceras e únicas. os remendos foram feitos por causa de decisões do passado. Algumas até que as vezes o Morador se arrependeu, mas ao analisar melhor não seria tão confortante aquela cama se não fosse os remendos.

Esta é minha mente. Esta é a casa do meu Morador. Aqui expressarei o que ele quer passar desde textos complexos sobre o sentido na vida onde ele passou horas e horas a fio esquentando a cabeça com a luminária sentado em sua poltrona, até as coisas mais simples e bobas feitas com um sorriso enquanto ele se deita em sua confortável cama. Obviamente aparecerá loucuras e desabafos feitos em cima da velha mesa, mas que logo terá uma faxina para a criação de novas bobagens.


Como se diz assim que se entra dentro de um lar, o pequeno Morador vos fala: "Sinta-se em casa e não repare a bagunça."