Aproveitando a liberdade que é
dada no Morador da Mente de falar sobre o que me convém sem qualquer amarra,
resolvi que hoje falarei de NBA, ou como coloquei no título do post falarei
sobre o inicio da temporada 201/15 do melhor basquete do mundo. Mas fique
tranquilo, não farei uma análise time a time, nada muito monótono. Escolhi
alguns pontos que considero que valem a pena ser destacados, alguns times,
negociações e jogadores. E obviamente não omitirei a minha opinião e torcida.
O grande chamativo dessa nova
temporada é sem sombra de dúvida o retorno de Lebron James para o Cleveland
Cavaliers, time que ele “abandonou” há quatro temporadas, quando anunciou
através do infeliz “The Decision” que
iria jogar no Miami Heat junto a Chris Bosh e Dwayne Wade, e esse Big three esteve nas quatro últimas finais da NBA, conquistando o título duas vezes.
Agora chegou a hora do The Return,
Lebron anunciou de uma forma muito mais tranquila e menos egocêntrica que
voltaria a jogar pelo seu time do coração, e buscaria finalmente o tão sonhado
título esportivo para o estado de Ohio, que já tem uma seca combinada de 48
anos aproximadamente sem títulos em qualquer modalidade esportiva. A respeito
do retorno do Lebron, uma coisa é inegável, que ele conseguiu o que parecia
impossível, recuperar a simpatia da torcida do Cavs, mas também fez com que o
time se tornasse a segunda opção de muitos outros torcedores, para o caso de
naufrágio dos seus times ao longo da temporada. Uma inversão incrível, porque
desde sua chegada à NBA o que existia era uma torcida contra, mesmo ele sendo
um dos melhores jogadores do mundo. Eu me incluo nesse grupo, não é que
torcerei pelo Cavs, afinal sou Lakers for
life, mas que se o Lakers afundarem (que é algo mais do que provável a
acontecer), não ficarei irritado caso Cleveland seja campeão. Porém, não vou
negar que após a saída do Lakers, sempre me bate um desanimo de continuar
acompanhando com o mesmo afinco. Ainda sobre Lebron, uma coisa que é muito
interessante, é o poder dele de angariar jogadores para o time onde ele irá
jogar. Já tinha acontecido isso em Miami, quando ao lado de Wade e Bosh, ele
formou um elenco de coadjuvantes muito forte, e o mesmo acontece agora em Cleveland,
onde a presença de James fez com que Kevin Love, um dos principais Power fowards do momento e que na
próxima temporada seria um dos free
agents, mais cobiçado, fosse para o Cavs, tendo inclusive já se
comprometendo a uma extensão contratual.
Ainda sobre o Cavs e aproveitando
para falar sobre os brasileiros na NBA, não pode-se jamais ignorar a presença
de Anderson Varejão, um dos jogadores mais importantes no esquema defensivo do
time de Cleveland, sendo que inclusive o time já negocia com ele a extensão
contratual. Ao que tudo indica esse pode ser finalmente o ano de Varejão
conquistar o título da NBA, ou pelo menos brigar com reais chances.
Ainda sobre os brasileiros, temos
Nenê no Wizards, um time que é sempre uma incógnita podendo chegar aos playoffs
(muito provavelmente semi-finais) ou mesmo cair fora logo de cara. Há
Leandrinho, finalmente recuperado de lesões, indo jogar no Golden State
Warriors, um time em ascensão onde ele servirá de reserva para Stephen Curry,
lembrando que Leandrinho já foi eleito o melhor 6º homem, quando jogava no
Phoenix e era reserva de Nash. E o quarto brasileiro, o atual campeão com San
Antonio Spurs Tiago Splitter, que tem tudo para mais uma vez estar nas finais,
sendo inclusive favorito ao título. O Spurs é aquele típico time chato e sem
graça, mas que sempre marca presença e chega forte e não merece ser ignorado. Não
podemos esquecer-nos dos brasileiros novatos nos Raptors, Lucas Bebê e Bruno
Caboclo que terão uma temporada de muito aprendizado e oportunidade de crescimento,
sem grandes expectativas, assim como Vitor Faverani no Boston Celtics, que
ainda tem de lutar contra o boicote do técnico contra ele.
De uma forma geral, quanto aos
brasileiros, os veteranos Nenê, Leandrinho, Varejão e Splitter tem grandes
chances de marcar presença nas finais, mas principalmente, é bem possível uma
final Cavs x Spurs, e dessa forma teríamos brasileiros dos dois lados e a
garantia de um brasileiro campeão.
Bom, mudando um pouco de ares,
afinal falei de finais títulos, topo da tabela, está na hora de falar do
coração e bem provavelmente da parte de baixo da tabela.. Do time que só não me
tira mais do sério do que o Corinthians, L.A. Lakers. Uma temporada que já
indicava que seria complicada, com o anúncio da última sexta-feira a respeito
da grave contusão de Steve Nash, que o deixará de fora de toda a temporada a
coisa ficou dramática. Porque está certo que o Lakers ainda tem em seu time o
3º maior jogador da NBA de todos os tempos, Kobe Bryant, porém tem algo que até
para os maiorais acontece, o tempo passa, a idade chega e tudo fica mais
complicado. E esse é o grande problema
para o Lakers, a indiscutível dependência do time por Bryant, e a falta de um
elenco coadjuvante a altura para dividir as atenções, e já foi o tempo em que
Kobe conseguia jogar 44 minutos por jogo. Só sei que para mim e para os
diversos torcedores do Lakers será uma temporada bem complicada de se
acompanhar. Mas vamos com tudo, acreditando sempre, afinal, sou brasileiro e
não desisto nunca, mas também sou corintiano e sei o quanto é sofrer por um
time.
Mas no geral é o seguinte, vai
começar a NBA e é bom demais ver a bola laranja voltando a ser bem tratada.
Alexandre Araújo


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