quarta-feira, 23 de julho de 2014

Criticando Cinema: Planeta dos Macacos - O Confronto


Ambientado alguns anos depois do longa anterior (Planeta dos Macacos - A Origem), o filme acompanha César, líder da nação cada vez mais crescente de macacos geneticamente evoluídos, e um grupo de humanos sobreviventes da devastação virótica. Embora macacos e humanos tenham estabelecido uma trégua, ela não vai durar para sempre.

Esta é a premissa do segundo filme do reboot da marca Planeta dos Macacos, mas diferente do seu antecessor, neste filme se cria uma simpatia e repulsa constante com os nossos amigos símios que também podemos transportar para os acontecimentos atuais da vida real. 


No início do filme já podemos analisar que a evolução mental dos macacos evoluiu muito de dez anos após a devastação e que César, adorado por todos os seus seguidores, consegue manter a paz em sua comunidade, mas tem dificuldades de lidar com a educação de seu filho Olhos Azuis.

Do outro lado temos Malcolm, um sobrevivente humano que também lida com o peso de ajudar outros sobreviventes e cuidar de um filho traumatizado.

Se bate muito na idéia de que os macacos são melhores do que os humanos pela união deles, independente de suas raças símias ou do que ocorre no mundo afora, como uma "ameaça humana''.

Fomos nós que criamos o vírus,  que criamos guerras contra nós mesmos, que torturamos os animais e destruímos os planetas. 

Vendo por este ponto é muito fácil criar a simpatia por César que preza a paz e a união familiar. Por outro lado, temos Koba, o vilão chimpanzé que torturado pelos humanos no passado acredita que ainda somos uma ameaça e devemos ser exterminados. Na comunidade humana, Malcolm também preza a paz e a união, enquanto Dreyfus, o líder da comunidade, acredita que a ameaça símia pode lhes custar caro.


Deste ponto, tiramos que em guerras que acontecem hoje em dia, temos tanto pessoas que acreditam na paz e outras que insistem no lado violento como a solução única. Ambos os lados tem pessoas ruins e pessoas boas, com idéias diferentes por motivos próprios, mas independente do que acontecer as conseqüências serão para todos, não importando no que acreditavam no passado.


Um ponto alto do filme é quando César explica ao seu filho que acreditava na superioridade dos macacos por serem mais unidos e consequentemente bons, diferente dos humanos, mas ao final percebe que são tão parecidos como nós onde existe tanto o mal como o bem.

Chega a ser estranho imaginar animais que supostamente vemos como subdesenvolvidos tendo uma idéia tão básica em relação a convívio pacífico que nós, humanos, com todo o conhecimento e experiência que temos, ainda temos dificuldades de aprender.

No final, não importa qual eram seus princípios, bons ou ruins, pacíficos ou violentos, se a guerra começar você irá ser julgado como qualquer um e irá pagar junto com todos. 


Macacos ou humanos, de uma comunidade ou outra, irá ter sangue.






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