segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Morador da Mente


Sempre imaginei que todos os nossos pensamentos, independentes de serem uma complexa teoria filosófica a ser desvendada ou até mesmo um lembrete de dar a descarga, fosse um pequeno ser que vivesse dentro da minha mente dizendo o que ser feito ou o que falar.

Sua imagem específica nunca me foi certa. o imagino bem pequeno (obviamente) com membros bem compridos, olhos como se fossem pequenos pontos negros numa face pálida e um nariz....ahh, um belo de um nariz!  Sua roupa é simples. Calça branca, sapato branco e claro uma camisa branca.

Minha mente, por ser simplesmente funcional por causa de suas ações, seria realmente um espaço vazio. Meu Morador com certeza a mobiliou de forma exemplar com uma grande e confortável poltrona de couro marrom onde lá irá refletir sobre os momentos que se necessita grande concentração, com decisões que irão ter um grande peso no futuro. Não podemos esquecer da grande luminária ao lado da poltrona de onde vem as grandes idéias cheias de luz. Aquelas que são instantâneas, mas ao mesmo tempo...brilhantes!

Um pouco mais ao lado se encontra uma pequena mesinha velha, meio bamba,toda bagunçada e cheia de tranqueiras. Nesta é onde o Morador se irrita e não consegue sair do lugar. Xinga, discute, reclama e cada vez mais a mesa se enche de bobagens.

Ao fundo é possível se ver uma grande cama daquelas bem antigas de madeira envernizada e toda detalhada com desenhos. O edredon é velho e todo remendado, mas não existe nenhum mais aconchegante e quente como aquele.
Com todas essas características, a cama é onde o morador faz e decide as coisas mais simples para mim. Decisões básicas e falas óbivas, mas são estas as mais sinceras e únicas. os remendos foram feitos por causa de decisões do passado. Algumas até que as vezes o Morador se arrependeu, mas ao analisar melhor não seria tão confortante aquela cama se não fosse os remendos.

Esta é minha mente. Esta é a casa do meu Morador. Aqui expressarei o que ele quer passar desde textos complexos sobre o sentido na vida onde ele passou horas e horas a fio esquentando a cabeça com a luminária sentado em sua poltrona, até as coisas mais simples e bobas feitas com um sorriso enquanto ele se deita em sua confortável cama. Obviamente aparecerá loucuras e desabafos feitos em cima da velha mesa, mas que logo terá uma faxina para a criação de novas bobagens.


Como se diz assim que se entra dentro de um lar, o pequeno Morador vos fala: "Sinta-se em casa e não repare a bagunça."





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