Você já deve ter percebido que nos últimos meses programas e desenhos infantis já não estão mais sendo transmitidos em canais abertos, certo? Isto é por causa do projeto de lei 5921/2001, que foi aprovado há três meses, que trouxe a proibição de publicidade voltada para o público infantil.
O motivo apontado da criação de tal projeto era de que as crianças de hoje em dia, expostas a tais propagandas, criam um consumismo exorbitante de onde muitas vezes não conseguem ter discernimento para separar o necessário do a mais. Mas o "pequeno" problema é que canais abertos se sustentam através de propagandas, desde modo, transmitir programas onde a publicidade do público alvo não é mais permitido existir, não é viável. Sem comercial da Hot Wheels ou da My Little Pony, sem desenho do Bob Esponja e Dragon Ball.
Esta proibição é uma comprovação do Estado assumindo a incapacidade de solucionar um problema, onde a proibição é o melhor caminho invés de se analisar a situação e tentar remediá-la. A hipótese de instrução e de educação foi descartada sem o menor pudor. A criança deve ser orientada e ensinada a consumir o que é necessário e sem exageros e não simplesmente proibi-la a exposição de publicidade.
Proibir a publicidade voltada para as crianças é passar por cima da autoridade dos pais, poupar o trabalho deles de instruir e limitar suas liberdades de decisão. Como se eles soubessem, à distância, o que é melhor para o seu filho.
Um grande exemplo de quem será prejudicado com esta lei é o saudoso Maurício de Souza, pois como as coisas estão, a Turma da Mônica que todos conhecemos não existirá mais. Algo em torno de 70 a 90% do faturamento da Maurício de Sousa Produções vêm dos licenciamentos dos personagens. Foram os licenciamentos que muitas vezes sustentaram as revistinhas. Nem as famosas maçãs da Turma da Mônica poderão mais existir por ter personagens nas embalagens do produto.
Deixo vocês com a seguinte pergunta: Proibir é melhor do que instruir?

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