terça-feira, 15 de julho de 2014

Terrorismo ou Política?

Muito se fala nesta semana sobre o Hamas e o cessar-cessar fogo contra Israel. Julgamentos em relação aos dois lados são feitos sem muito analisar o que realmente acontece.
Cansei de ouvir que todos os árabes são terroristas e quem estão roubando uma terra que não são deles e até mesmo que os judeus que são egoístas e hipócritas ao não dividir espaço com os palestinos.

Ambas as nações discutem os direitos de um pedaço de terra tanto por motivos religiosos ou por costumes e descendências no local, por isso esta guerra dura tantos anos e ambos os lados atacam violentamente civis inocentes com ataques terroristas, certo? Errado!

Seria muito hipocrisia imaginar que realmente estes ataques recentes e a guerra toda são simplesmente por causa de um pedaço de terra do tamanho de um bairro paulista ( ou até menor) onde NADA irá crescer ou frutificar ao longo do tempo.

Esta guerra tem princípios muito mais políticos do que imaginamos. Vamos dar nome e significado aos bois antes. De um lado temos Israel, uma república parlamentar localizada no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar MediterrâneoApós a adoção de uma resolução pela Assembleia Geral das nações Unidas em 29 de novembro de 1947, recomendando a adesão e implementação do Plano de partilha Palestina para substituir o Mandato Britânico, em 14 maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico. As nações árabes vizinhas invadiram o recém país criado no dia seguinte, em apoio aos árabes palestinos. Israel, desde então, travou várias guerras com os Estados árabes circundantes, no decurso das quais ocupou os territórios da Cisjordânia, Península do Sinais,Faixa de Gaza e Colinas do Golã. Partes dessas áreas ocupadas, incluindo Jerusalém Oriental, foram anexadas por Israel, mas a fronteira com a vizinha Cisjordânia ainda não foi definida de forma permanente. Israel assinou tratados de paz com Egito e Jordânia, porém os esforços para solucionar o conflito israelo-palestino até agora não resultaram em paz.


Do outro lado temos a Palestina, hoje liderados pelo Hamas, uma organização palestina, de orientação sunita, que inclui uma entidade filantrópica, um partido político e um braço armado, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. É o mais importante movimento fundamentalista islâmico da Palestina.


Ambos os lados vivem dessa guerra e não pretendem acabá-la muito cedo, pois os interesses dentro dela são enormes. Primeiramente o investimento bélico feito pelos dois lados é milionário. Para os cabeças dos Palestinos é muito bom estarem no comando de um povo que se sente oprimido e renegado, pois quem não quer ser líder e ter seguidores? O fato de se ter milhões de pessoas acreditando em você, depositando tudo o que tiverem ( o que é quase nada) por uma causa heróica em seu nome, é no mínimo reconfortante a ponto de você querer sempre estar em alta com os ataques que forem possíveis ser feitos. segue-se o mesmo pensamento de um chefe de boca de drogas em uma favela. Ele quer ser o rei, mesmo que seja de um lugar péssimo!

Já para Israel é muito lucrativo esta guerra também continuar explodindo, pois seu grande investimento vem do governo americano para incentivar tropas e utilizar o espaço como uma base americana no Oriente Médio. Caso eles estejam em paz não há novos motivos para os EUA continuar investindo no local e passar todos os bilhões despejados no país para outro lugar mais promissor.

Resumindo a ópera, não será tão cedo que este fogo se apagará, pois existe sede de negócios para ambos os lados. O fatos religioso é apenas uma leve desculpa para o dinheiro correr nas poucas mãos que estas grandes nações estão sendo controladas. Esta mais do que claro que ambos tem direitos pela guerra e que é possível dividi-las em harmonia, mas isto seria uma grande perda nas contas bancárias do grandes chefões, logo é preferível que inocentes morram para se ter mais motivo de guerrear.


Amigos judeus ou amigos árabes poderão discordar dos meus pontos escritos acima, mas não passa da pura verdade. As coisas são bem mais simples do que se imagina e se resumem, novamente, em cinco letras: P-O-D-E-R.












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