Acredito que não exista uma única pessoa que não goste ou já tenha gostado do nosso bom velhinho Papai Noel, ou Pai Natal como dizem os portugueses. Mas você já parou para pensar de onde vem a história dessa figura tão mística? Ou se todo o mundo tem o Papai Noel como a figura natalina em suas casas? O Morador da Mente, neste texto especial de Natal, vem lhe esclarecer tudo!
Papai Noel
“Noel” vem de “Noël”, que significa “Natal” em francês. Em cada cultura ele recebe um nome diferente e bem específico à origem da sua lenda, que pode ter se baseado em parte na vida de São Nicolau. Uma história quase idêntica é atribuída, nos folclores grego e bizantino, a São Basílio. Detalhe: o dia de São Nicolau é 04 de dezembro, e na Grécia a troca de presentes ocorre em 1º de janeiro, Dia de São Basílio.
De acordo com os historiadores e folcloristas, o “verdadeiro” Papai Noel foi uma pessoa de carne e osso, mais precisamente São Nicolau Taumaturgo, um arcebispo turco do século 4. Ele costumava ajudar pessoas pobres da cidade de Mira, colocando moedas de ouro nas chaminés de suas casas durante a época de Natal. Mais tarde, diversos milagres foram atribuídos a São Nicolau fazendo-o por se tornar santo. Sua imagem como símbolo natalino teve origem na Alemanha, e de lá se espalhou para mundo inteiro.
Enquanto São Nicolau era originalmente retratado com trajes de bispo, atualmente Papai Noel é geralmente retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto. Essa imagem se tornou popular nos Estados Unidos e Canadá somente no século 19 devido à influência da Coca-Cola, que na época lançou um comercial do bom velhinho com as vestes vermelhas. E essa tem sido a imagem dele até os dias de hoje, eternizando-se.
Conforme a lenda, Papai Noel mora no Polo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão europeia frequentemente se diz que ele reside nas montanhas de Korvatunturi, na Lapônia, Finlândia. Papai Noel vive com sua esposa, Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras.
Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova York, que lançou o poema “Uma visita de São Nicolau” em 1822, escrito para seus seis filhos. Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pelas chaminés. O caso das chaminés, inclusive, é um dos mais curiosos na lenda de Papai Noel. Alguns estudiosos defendem que isso se deve ao fato de que várias pessoas tinham o costume de limpar as chaminés no Ano Novo para permitir que a boa sorte entrasse na casa durante o resto do ano.
No poema, várias tradições foram buscadas de diversas fontes e a verdadeira explicação da chaminé veio da Finlândia. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado. A última e mais importante característica incluída na figura do Pai Natal é sua blusa vermelha e branca. Antigamente, ele usava trajes verdes e costumava usar um gorro também verde na cabeça. Seu atual visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista “Harper’s Weeklys”, em 1886, na edição especial de Natal. Em alguns lugares na Europa, contudo, algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal.
É amplamente divulgado pela internet e por outros meios que a Coca-Cola seria a responsável por criar o atual visual do Papai Noel: roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto, mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o cartunista alemão Thomas Nast, como dito anteriormente.
Papai Noel até então era representado com roupas de inverno, porém na cor verde (com detalhes prateados ou brancos), típico de lenhadores. O que ocorre é que em 1931 a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel ao mesmo modo de Nast, com as cores vermelha e branca, o que foi bastante conveniente, já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha, destinada a promover o consumo de Coca-Cola no inverno (período em que as vendas da bebida eram baixas na época), fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo. Portanto, a Coca-Cola contribuiu para difundir e padronizar a imagem atual, mas não é responsável por tê-la criado.
Antes do trabalho de Nast, o traje de Papai Noel tinha como cor o castanho, embora também fosse desenhado com trajes verdes. Antes da publicidade da Coca-Cola, a imagem do personagem estava num estado de fluxo. Foi retratado numa grande variedade de formas, incluindo as formas modernas e, em alguns casos, como um gnomo.
Befana
A Befana é uma personagem do folclore italiano, semelhante a Nicolau de Mira ou Papai Noel. A personagem pode ter-se originado em Roma, e depois estender-se como tradição por toda a Itália peninsular
Segundo o folclore popular, a Befana visita todas as crianças da Itália na noite de 5 para 6 de janeiro, para encher de caramelos suas meias (se comportaram-se bem), ou com pedaços de carvão (se foram mal-comportadas). Sendo uma boa dona de casa, diz-se que varrerá o piso antes de sair. A tradição recomenda que as crianças da casa deixem uma garrafinha de vinho e uma porção de um prato típico ou local para a Befana.
A Befana é representada como uma velhinha de xale negro, coberta de fuligem porque entra nas casas pela chaminé. Ela voa montada numa vassoura, sempre sorri, e carrega um cesto cheio de doces e presentes (ou carvão).
Segundo a tradição popular, os Três Reis Magos iam para Belém levar presentes para o Menino Jesus, e, em dúvida quanto ao caminho a seguir, resolveram pedir informações à uma velha. Ela tampouco sabia o caminho, mas convidou os visitantes a pernoitar em sua casa. Na manhã seguinte, em agradecimento pela acolhida, eles a convidaram a segui-los e visitar o Menino, mas ela lhes disse que estava muito atarefada. Mais tarde, porém, arrependeu-se e seguiu pelo caminho tomado pelos Magos, mas nunca mais conseguiu reencontrá-los.
Desde então, diz a lenda que ela para em todas as casas que encontra pelo caminho, dando doces às crianças na esperança de que um deles seja o Menino Jesus.
Jack Frost
Jack Frost é a personificação da geada e do frio , sendo uma figura lendária élfica pertencente ao folclore do norte da Europa, acredita-se que esse mito seja proveniente dos anglo-saxões e nórdicos. Sua missão é fazer a neve ou criar as condições típicas de inverno, asgeadas, e as mordidas do nariz e dos dedos dos pés com este clima, colorir a folhagem no outono e deixar a geada branca nas janelas no inverno. Às vezes aparece em obras de ficção natalinas como um encarregado de criar as condições para que Papai Noel possa fazer sua entrega de presentes.
De acordo com a popular lenda escandinava, Jack Frost é um elfo à quem os vikings nomeavam Jokul Frosti, que significa pingente de gelo. Jack esgueira-se pelas cidades durante as noites de inverno, fazendo elegantes desenhos de gelo nas janelas e sobre as folhas de inverno e a grama. Ele é frequentemente retratado como um velho, um jovem ou um espírito invisível que ninguém pode tocar ou ouvir. Embora, basicamente, amigável e alegre, Jack Frost, se provocado, pode matar suas vítimas, soterrando-as com neve.
Retratado em muitas formas e personagens, este personagem mítico tem se tornado imensamente popular e apesar de não ter associação com o cristianismo, ele faz participações especiais em vários programas natalinos, muitas vezes, como um dos membros da comitiva do Papai Noel. Jack Frost também aparece com bastante frequência na literatura, filmes, televisão, música e jogos, retratando um sinistro propagador de maldades. ele também faz várias aparições nos quadrinhos como um dos protagonistas do Natal. Jack Frost, embora não relacionado ao natal, tem tantas características que o tornam perfeito para o natal, e muitas pessoas o têm totalmente aceitado-o como uma figura natalina.
De acordo com a popular lenda escandinava, Jack Frost é um elfo à quem os vikings nomeavam Jokul Frosti, que significa pingente de gelo. Jack esgueira-se pelas cidades durante as noites de inverno, fazendo elegantes desenhos de gelo nas janelas e sobre as folhas de inverno e a grama. Ele é frequentemente retratado como um velho, um jovem ou um espírito invisível que ninguém pode tocar ou ouvir. Embora, basicamente, amigável e alegre, Jack Frost, se provocado, pode matar suas vítimas, soterrando-as com neve.
Retratado em muitas formas e personagens, este personagem mítico tem se tornado imensamente popular e apesar de não ter associação com o cristianismo, ele faz participações especiais em vários programas natalinos, muitas vezes, como um dos membros da comitiva do Papai Noel. Jack Frost também aparece com bastante frequência na literatura, filmes, televisão, música e jogos, retratando um sinistro propagador de maldades. ele também faz várias aparições nos quadrinhos como um dos protagonistas do Natal. Jack Frost, embora não relacionado ao natal, tem tantas características que o tornam perfeito para o natal, e muitas pessoas o têm totalmente aceitado-o como uma figura natalina.

Julbock
O Julbock (inglês: Yule Goat) é um dos mais antigos símbolos de Natal dos países escandinavos e do norte da Europa. A tradução seria algo como cabra ou bode de Natal.
Têm origens remotas, bem antes da era cristã. Quando os bodes estavam ligados ao deus Thor, que viajou por todo o céu puxado por dois deles. Posteriormente, ele foi então ligado à feitiçaria e ao diabo. Na Finlândia, o Julnock era visto como uma criatura feia que aterroriza as crianças.
A partir do século XVII, os camponeses confeccionavam pequenas cabras de palha. Esse material logo lembrava o nascimento de Cristo, na manjedoura do berço onde estava disponível em grande quantidade. À noite, eles se disfarçavam de cabras e saiam de casa em casa para assustar as crianças. Após as suas visitas, eles deixavam um desses pequenos julbock de palha e um pedaço de papel em que eram escritos algumas más rimas ou zombarias.
Durante o século XIX, o papel dos Julbock mudou e se tornou presentes natalinos que eram distribuídos. As crianças faziam suas cabras de Natal com talos de trigo durante a noite de Natal. Esses presentes se popularizaram e foram para outros países que buscavam presentes para presentear. Atualmente, o julbock foi substituído pelo Julenisse, uma espécie de duende que distribui presentes. A cabra ainda está presente e acompanhou-o em seus ciclos.
O Julbock é ainda uma decoração natalina popular nos países escandinavos. As maiores versões desta cabra são frequentemente reproduzidas em cidades e aldeias, nos países nórdicos. Eles incendeiam o Bode de Gävle na véspera de Natal.
Krampus
Krampus é uma criatura mitológica que acompanha São Nicolau durante a época do Natal, segundo lendas de várias regiões do mundo. A palavra Krampus vem de Krampen, palavra para "garra" do alto alemão antigo. Nos Alpes, Krampus é representado por uma criatura semelhante a umdemônio. Enquanto Papai Noel dá presentes para as crianças boas, o Krampus avisa e pune as más crianças. Tradicionalmente, rapazes se vestem de Krampus nas duas primeiras semanas de dezembro, particularmente no anoitecer de 5 de dezembro, e vagam pelas ruas assustando crianças e mulheres com correntes e sinos enferrujados. Em algumas áreas rurais, a tradição também inclui surras aplicadas pelo Krampus, especialmente em garotas.
Em Oberstdorf, no sudoeste da parte alpina da Baviera, a tradição do der Wilde Mann ("o homem selvagem") é mantida viva. Ele é como o Krampus (exceto pelos chifres), veste peles e assusta crianças (e adultos) com suas correntes e sinos enferrujados, mas não é um assistente de São Nicolau.
No Brasil, há resquícios dessa tradição em Santa Catarina, no Vale do Itajaí. Nas cidades de Brusque e Guabiruba, por exemplo, é chamado 'Pensinique' (deturpação de Pelznickel, nome utilizada ao Sul da Alemanha). Aparece vestido em roupa velha e sacos de juta, tem cabelo de palha, carrega um saco nas costas como o Papai Noel. Nesta trouxa ou saco, possui instrumentos para assustar as crianças más, e as muito más ameaça-se serem levadas embora no saco. Esta figura nunca chegou a ser comum, mas era mais recorrente para julgar e punir crianças até a década de 1950. Os ainda remanescentes, ao começo de dezembro ainda arrastam correntes ao caminhar, gritam no meio do mato, e saem dele no dia de confrontar as crianças más, no Dia de São Nicolau ou próximo. Em casos extremos, a criança recebe visita, ou ouve gritos no mato, quando incomoda o Pensinique antes mesmo da data Antes dessa data. Ainda, alguns pais citam que 'vão contar' sobre o comportamento da criança ao Pensinique, ou o chamam antes da data. Mas, crianças que não respondem aos pais, não mentem e não são más, mesmo nas regiões em que o Pensinique ainda aparece, nunca chegaram a ver sua figura. Esta figura pode assemelhar-se com a figurafolclórica do "Andarilho" ou a do "Homem do Saco", que rouba crianças que não ficam por perto dos pais, ou que são entregues a eles se não se comportam pra serem levadas embora. Mas o Pensinique não se trata de uma figura mítica, virtual, ele é uma lenda levada de gerações á gerações.
Olentzero
O Olentzero ou Olentzaro é um personagem mítico da tradição do Natal basco. O Olentzero é um carvoeiro que leva presentes no dia de Natal aos lares bascos. Trata-se de uma tradição cuja origem parece estar na vila de Lesaka. A denominação mais comum é a de Olentzero utilitzada em Guipúscoa. Em Navarra recebe os nomes de Olentzaro, Orantzaro e também Onontzaro.
Pandigueiro
O Pandigueiro ou Apalpador é a figura mítica de um gigante carvoeiro que, segundo a tradição do Natal galego, mora nas montanhas do leste da Galiza (o Courel, Terra de Trives, Bierzo) e que desce, segundo as tradições, nas noites de 25 de Dezembro ou de 31 de dezembro para tocar a barriga dos meninos por ver se comeram bem durante o ano, deixando-lhes um montezinho de castanhas, eventualmente algum presente e desejando-lhes que tenham um ano vindouro cheio de felicidade e de alimento.
O trabalho de recuperação desta figura começou em 2006 através da obra de José André Lôpez Gonçâlez, publicada através do Portal Galego da Língua vinculado com a Associaçom Galega da Língua. Um ano depois, a associação cultural compostelana A Gentalha do Pichel anunciou que iria começar uma promoção desta figura, visando a sua plena recuperação e normalização no âmbito do natal na Galiza, e utilizando como elemento central uma representação do artista galego Leandro Lamas. Desde então até à atualidade, a figura não deixou de popularizar-se, mesmo através de meios públicos como a Televisão de Galiza, e os demais meios da Companhia de Rádio-Televisão da Galiza.
Yule
Yule é uma celebração do Norte da Europa pré-Cristã. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Atualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul. A passagem do Yule foi mais tarde aderida pelos cristãos simbolicamente comemorando o aniversário de Cristo, mas na verdade este só nasceu em Março (segundo as observações de eventos naturais e condições climáticas descritas desse período na bíblia).
Na Península Ibérica é costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.
Independente de que dia você comemora o seu Natal ou que criatura que fará a visita em sua moradia, devemos nos lembrar que esta é uma data de alegria, paz, e de reunir a família harmoniosamente. Então, todos os escritores do Morador da Mente desejam a todos os leitores um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
André Bludeni





















Nenhum comentário:
Postar um comentário