Steve
Jobs deve estar dando voltas em seu túmulo até agora, depois que viu o projeto
de sua Apple para o novo iPhone, apresentado mundialmente na data de ontem. O
modelo é o que Jobs definiria como “render-se a pressão do mercado e das
empresas concorrentes”, isso porque, todos sabemos o quanto o criador da Apple
insistia na criação e desenvolvimento de produtos inovadores e que fariam o
público delirar pelo simples fato de possuir a novidade. Não é mentira que os
novos iPhones já fazem muita gente delirar, mas será que essa evolução
representa os ideias estabelecidos por Jobs quando criou a Apple?
A
resposta para essa pergunta pode ser ambígua. Existem aqueles que defenderão
que o novo gadget da empresa é uma mera adequação as vontades da sociedade, portanto,
a adaptação de uma empresa ao mercado; mas haverão também aqueles que defendem
com unhas e dentes aquilo que Jobs pregava e que há tempos já foi deixado de
lado pelos atuais dirigentes da empresa de Cupertino.
E
qual será o motivo dessa discussão? Muitos sabem que Jobs foi, sempre, a última
palavra em todos os assuntos de sua companhia e que após sua morte a empresa
entrou em um lapso criativo tão grande e ao mesmo tempo tão silencioso que pode
levar ao fim da Apple.
Deixando
de lado a discussão sobre o futuro da empresa da maça, vejamos o que o novo
modelo apresenta, aliás, os novos modelos.
A
Apple, pelo segundo ano consecutivo optou por lançar 2 novos modelos de
celular, uma versão mais acessível e outra, a topo de linha. Tal estratégia
teria a função de abarcar mercados maiores, inclusive os de países emergentes,
com um iPhone mais barato. Essa estratégia foi adotada em setembro de 2013, com
o lançamento dos iPhones 5C e 5S (essa foi uma decisão que ao ver de grandes
especialistas jamais seria tomada por Jobs se ele ainda estivesse vivo), e foi
aderida novamente pela empresa em 2014. Vejamos os aparelhos:
Trata-se
do iPhone 6 e 6 Plus, a nova geração
de iPhones, apresentada em dois tamanhos diferentes: 4.7 e 5.5 polegadas. A
grande questão é que durante muito tempo a Apple argumentou que telas maiores
são de difícil manipulação, o que para um telefone é essencial. Essa ideia era
quase um mantra que explicava a resistência da Apple ao aumento da
tela (mais um motivo para Jobs estar se revirando no túmulo agora).
Ainda, a política de Jobs era
que a empresa não deveria perguntar aos usuários o que eles queriam, porque,
para ele, na maioria das vezes eles não sabem o que querem. O objetivo seria
criar coisas que o consumidor nem sabia que existia, mas que ficasse
desesperado para comprar assim que conhecesse. Infelizmente a Apple não
disponibiliza mais de Jobs, que era capaz de imaginar produtos que mudavam a
nossa vida.
A Apple, agora sob o comando de
Tim Cook, faz questão de perguntar o que o consumidor quer (provavelmente após
algumas pesquisas de mercado apontando que, atualmente, a demanda por
smartphones de telas maiores é realmente grande). Os defensores da tela maior
diz que é muito melhor para navegar, ver vídeos, curtir jogos, etc.
Essa preocupação com tamanho já cerca a
Apple desde o lançamento do iPhone 5, mas naquele tempo em vez de realmente
aumentar a tela, ela simplesmente a esticou,
deixando as tradicionais telas de 3.5 polegadas para as de 4. Tal estratégia
não resolveu de fato a questão, uma vez que não satisfez de fato os
consumidores que almejavam uma tela realmente maior. Nesse tempo, vale lembrar,
que as piadas tomaram conta da intenet.
De resto, os novos iPhones comprovaram tudo
aquilo que a imprensa especializada internacional já havia confirmado por meio
de rumores. A globalização e a produção do iPhone em território chinês compõem
a fórmula perfeita para o vazamento de diversas informações, que por fim vieram a se confirmar na data de
ontem pela matriz com sede na Califórnia.
Arthur C. Chahda




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