Das cinzas de Breaking Bad surge uma nova série... Better
Call Saul...
E o inicio dessa
nova série segue o tom melancólico do final de sua “irmã mais velha”. Em
preto-e-branco, sem as cores e agitações normais que víamos em Saul Goodman,
até porque ele não existe mais. Agora se chama Gene e é gerente em uma
lanchonete em Nebraska. O advogado fanfarrão é apenas uma lembrança em uma fita
de VHS escondida repleta dos absurdos comerciais do advogado. E é a partir
dessa VHS que somos apresentados a essa nova série. Toda essa apresentação é
nitidamente continuação dos eventos finais de Breaking Bad, quando Saul Goodman
teve de sumir do mapa com a ajuda do mecânico de aspiradores de pó.
Quando as imagens começam a
ficar coloridas (uma inversão interessante do que acontece normalmente com
flashbacks), finalmente começamos a ser apresentados para a vida de Saul
Goodman, ou melhor, de Jimmy M. McGill (o nome verdadeiro de Saul), um advogado
que atua na defensoria pública em busca de uns trocados para tentar montar seu
próprio escritório de advocacia.
É interessante notar a diferença
entre McGill e Goodman (apesar de serem as mesmas pessoas), desde o figurino
mais sóbrio, sem as famosas camisas de cores extravagantes, até mesmo uma
postura com uma bússola moral a ser seguida. Porém a verborragia característica
de Goodman já é algo que vem desde McGill.
Não
vou explicar os episódios, nem fazer uma resenha muito detalhada, até porque
não acho que cabe ainda aqui, afinal foram apenas dois episódios até o momento.
A ideia na verdade é colocar o que as coisas que achei que funcionaram ou que
não funcionaram para mim como espectador. E também um convite para galera
assistir e tirar suas próprias conclusões, afinal é sempre mais interessante ir
lá e ver, do que ficar preso a opinião dos outros.
O
primeiro episódio é uma grande apresentação, bem paciente, sem querer jogar
muitas informações no peito dos novos espectadores, e também sem forçar demais
a ligação a Breaking Bad dos antigos fãs. O ritmo é bem interessante, a
apresentação da história e dos personagens também. O problema para mim começa
no segundo episódio. Que tem uma pegada muito mais lenta, ou melhor, o ritmo
não é o mesmo, a história poderia ter se desenvolvido mais, deu uma impressão
de que ficaram com medo de apresentar mais coisas, e ficaram na mesma por muito
tempo, talvez para levar o espectador a entender a futura mudança que faz sumir
McGill e dele surgir Goodman.
Vale
lembrar que Breaking Bad em sua primeira temporada utilizou os seus sete
primeiros episódios para desenvolver a transformação de Walter White em
Heisenberg. Mas obviamente, o clima e as ações envolvidas eram muito
envolventes, que fez com que isso passasse despercebido, algo que não aconteceu
em Better Call Saul... Mas ainda é cedo, vamos dar tempo ao tempo.
Uma nota que
merece ser citada. Parabéns ao Netflix por trazer a série para terra "brasilis" de forma tão imediata, fazendo valer o dinheiro da assinatura.
Alexandre Araújo




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