quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Criticando Cinema: Better Call Saul ( Piloto)


                      Das cinzas de Breaking Bad surge uma nova série... Better Call Saul...


E o inicio dessa nova série segue o tom melancólico do final de sua “irmã mais velha”. Em preto-e-branco, sem as cores e agitações normais que víamos em Saul Goodman, até porque ele não existe mais. Agora se chama Gene e é gerente em uma lanchonete em Nebraska. O advogado fanfarrão é apenas uma lembrança em uma fita de VHS escondida repleta dos absurdos comerciais do advogado. E é a partir dessa VHS que somos apresentados a essa nova série. Toda essa apresentação é nitidamente continuação dos eventos finais de Breaking Bad, quando Saul Goodman teve de sumir do mapa com a ajuda do mecânico de aspiradores de pó.


Quando as imagens começam a ficar coloridas (uma inversão interessante do que acontece normalmente com flashbacks), finalmente começamos a ser apresentados para a vida de Saul Goodman, ou melhor, de Jimmy M. McGill (o nome verdadeiro de Saul), um advogado que atua na defensoria pública em busca de uns trocados para tentar montar seu próprio escritório de advocacia. 


É interessante notar a diferença entre McGill e Goodman (apesar de serem as mesmas pessoas), desde o figurino mais sóbrio, sem as famosas camisas de cores extravagantes, até mesmo uma postura com uma bússola moral a ser seguida. Porém a verborragia característica de Goodman já é algo que vem desde McGill.

                  Não vou explicar os episódios, nem fazer uma resenha muito detalhada, até porque não acho que cabe ainda aqui, afinal foram apenas dois episódios até o momento. A ideia na verdade é colocar o que as coisas que achei que funcionaram ou que não funcionaram para mim como espectador. E também um convite para galera assistir e tirar suas próprias conclusões, afinal é sempre mais interessante ir lá e ver, do que ficar preso a opinião dos outros.

                  O primeiro episódio é uma grande apresentação, bem paciente, sem querer jogar muitas informações no peito dos novos espectadores, e também sem forçar demais a ligação a Breaking Bad dos antigos fãs. O ritmo é bem interessante, a apresentação da história e dos personagens também. O problema para mim começa no segundo episódio. Que tem uma pegada muito mais lenta, ou melhor, o ritmo não é o mesmo, a história poderia ter se desenvolvido mais, deu uma impressão de que ficaram com medo de apresentar mais coisas, e ficaram na mesma por muito tempo, talvez para levar o espectador a entender a futura mudança que faz sumir McGill e dele surgir Goodman.

                  Vale lembrar que Breaking Bad em sua primeira temporada utilizou os seus sete primeiros episódios para desenvolver a transformação de Walter White em Heisenberg. Mas obviamente, o clima e as ações envolvidas eram muito envolventes, que fez com que isso passasse despercebido, algo que não aconteceu em Better Call Saul... Mas ainda é cedo, vamos dar tempo ao tempo.

Uma nota que merece ser citada. Parabéns ao Netflix por trazer a série para terra "brasilis" de forma tão imediata, fazendo valer o dinheiro da assinatura.


Alexandre Araújo

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