terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pensamento Musical: Três Doses

  Hoje O Morador da Mente começa um novo projeto visando ajudar você(s) que  querem e precisam de uma ajuda neste começo de carreira musical. O Pensamento Musical é um espaço onde você é a estrela do mundo artístico musical e será entrevistado por nós para todos os seus antigos e futuros fãs! Nesta coluna será apresentada bandas, DJs e cantores que querem decolar neste meio e precisam de  público e mídia.
  
  Nós vamos começar a coluna com a banda de um dos escritores do Morador da Mente, o Guilherme Gale e sua banda TRES DOSES!



TRES DOSES

Formada em: 2011
Gênero: Rock n’ Roll
Integrantes:
Gale – Voz/Baixo
Bruno PG – Guitarra
Chello Iaco – Guitarra/Backing Vocal
Roberto Salgado – Bateria

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O MORADOR DA MENTE: Como foi que se conheceram?

BRUNO: Bom, eu conheci o Gale no final de 2006 e desde lá tocamos juntos. O Roberto conheci por intermédio de amigos em um show da Mary Chase. O Chello a gente pegou em um orfanato (risos)... Brincadeira, o Chello eu conheci por intermédio do Gale.

ROBERTO: Conheci o Gioia e o Gale em um show que nossas bandas tocaram junto. Desenvolvemos uma grande amizade, chegando até a fazer algumas participações na banda um do outro. Já acompanhava os shows e as músicas como fã. Conheci o Chello em um show da Tres Doses, inclusive. Quando eles me convidaram para tocar com eles foi uma grande honra e alegria, e saber que o Chello também estava fazendo parte desta nova fase para a banda foi muito gratificante.


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O MORADOR DA MENTE: O nome da banda veio de onde?

BRUNO: Cara, somos péssimos em dar nomes da banda. Já existiu Any Colour, Maverick, Capote Valente, Bates Motel, Destoantes, Vertigo (aquela banda era ruim, mas ainda era melhor e menos chato que U2), Creolina... Em uma noite de muita bebedeira, chegamos a Tres Doses. E cara, não é que soa bem?

GALE: Foi bem babaca, na verdade. Nós éramos três e estávamos bebendo, uma coisa leva a outra.

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O MORADOR DA MENTE: Qual a influencia de vocês?

CHELLO: Da minha parte, sempre que estou compondo me inspiro em pelo menos uma dessas: Foo Fighters, Black Keys, Strokes, Them Crooked Vultures, Gentlemans Pistols, Jet, Nirvana, Led Zeppelin, Red Hot Chili Peppers, Weezer...

ROBERTO: Eu cresci escutando hardcore. Desde que um primo meu estava com os CDs do NOFX e do Ultrage a Rigor em umas férias que passamos juntos. A partir daí comecei a escutar muito ao próprio NOFX, No Use For A Name, Lagwagon, Strung Out, bandas nacionais como Reffer, Street Bulldogs, Blind Pigs, Garage Fuzz. Hoje, até pelos diferentes estilos dos parceiros de bandas e amizades tive mais contato e virei fissurado por vertentes mais variadas do rock e até os clássicos que passarem em branco na adolescência, como Led Zeppelin, Queens of the Stone Age, Mars Volta.

BRUNO: De minha parte, eu curto músicas que têm dinâmica. Riffs entrelaçados, solos, variações e tal. Posso dizer que amo Led Zeppelin, Southern Rock, Blues.

GALE: Eu não gosto muito de divagar sobre as minhas influências, sempre acabo deixando alguma coisa de fora que foi marcante pra mim. Mas eu me inspiro muito em tudo que esses dois caras fizeram: Johnny Cash e Joshua Homme.

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O MORADOR DA MENTE: O interesse pela música surgiu de onde?

ROBERTO: Desde que ouvi o rock que esse meu primo me apresentou, a batida da bateria e guitarras distorcidas se tornaram um vício! Pouco tempo depois comprei meus primeiros CDs (Best of the Best do Iron Maiden e Big Ones do Aerosmith, excelentes compilações) e o primeiro instrumento; uma guitarra! Porém, nas primeiras aulas de violão em que eu virava-o para batucar nas suas costas, enquanto o professor tentava passar novos exercícios e músicas, ficou evidente que a veia rítmica era muito forte em mim e o interesse pela bateria e percussão só cresceu desde então. Porém, ainda penso em voltar a tentar aprender guitarra ou piano.

BRUNO: Desde a primeira vez que ouvi You could Be Mine do Guns N' Roses a música me roubou para si. A paixão foi intensa. Tocar um instrumento foi uma evolução natural e necessária para expressar tudo o que um cara tímido precisava. E quem sabe um dia não vira o emprego principal também...

GALE: Quando eu era pequeno ainda me lembro de cantar ópera na frente dos meus brinquedos. A música sempre esteve dentro de mim e eu não sabia como expressá-la, o caminho acabou sendo natural. Mas pra ser bem sincero, eu só entrei nessa de banda porque falaram que a mulherada gostava. Só depois eu me toquei que era algo muito mais profundo, que eu poderia atingir e influenciar outras pessoas com o meu som, da mesma forma que meus ídolos me atingiam e ainda atingem.


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O MORADOR DA MENTE: Quais lugares de SP vocês gostam de visitar para relaxar, curtir e até se inspirar?

CHELLO: O apê do Gale (risos). De vez em quando rolam umas festinhas lá e a gente pode encher a cara sem preocupação que qualquer coisa capotamos por lá mesmo.

ROBERTO: Os pontos altos da minha semana são os que eu estou no estúdio, seja gravando ou ensaiando, compondo músicas novas com meus companheiros de banda. E já eu freqüentei alguns estúdios em São Paulo, cada um com um ambiente que te traz uma sensação diferente. Quando não estou tocando, quero estar onde música está sendo tocada. Desde um bar de Jazz no centro de São Paulo até as casas de show de rock.

BRUNO: Essa cidade tem lugares espetaculares. A vista da cobertura do meu prédio, por exemplo, é espetacular. Gosto muito de ir a lugares que tenham uma ativa vida cultural, como a Benedito Calixto, a Praça Victor Civita, a Augusta. Para relaxar, a minha casa. É o meu canto com tudo aquilo que me faz bem.

GALE: O meu bar preferido é o Drozophyla. Eu gosto de ir em lugares mais reservados, onde eu possa conversar com quem estiver comigo e não ser incomodado. Quando quero ouvir um som, vou no Savallas, onde tocam algumas bandas bem bacanas.


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O MORADOR DA MENTE: Vocês têm alguma comida preferida?

BRUNO: Sem dúvida alguma pizza.

ROBERTO: Estou numa fase em que estou fissurado por hambúrguer. Tenho caçado os melhores pelas melhores lanchonetes de São Paulo. E esta cidade tem várias!

CHELLO: Frango à Parmeggiana

GALE: Pizza. Ou qualquer outra coisa, na real.


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O MORADOR DA MENTE: E livro?

BRUNO: A série Torre Negra, do Stephen King, inspirou uma tatuagem, mas acho que o meu livro favorito ainda é o "Apanhador No Campo De Centeio". Gosto de livros de futuros distópicos como 1984, e de sci-fi, como todos do Asimov.

ROBERTO: Li "A terrível intimidade de Maxwell Sim" do Jonathan Coe a um tempo atrás e ele foi direto para o topo da lista. A profundidade da personalidade humana abordada em uma jornada quase que inteiramente solitária do protagonista são tocantes e as surpresas e descobertas que ele sofre são de explodir a cabeça.

GALE: Terminei recentemente ‘Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas?’ do Phillip K. Dick e achei excelente. Mas dois livros que me inspiraram muito, inclusive em composições foram ‘Crime e Castigo’, do Dostoiévski e ‘O Estrangeiro’ do Camus.


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O MORADOR DA MENTE: Filme?

ROBERTO: "Amnésia" do Christopher Nolan. Fiquei fascinado pelo jeito como ele quebra a narrativa e ainda consegue te surpreender e deixar preso, mesmo "entregando" o destino dos personagens na primeira cena.

CHELLO: Tá Chovendo Hambúrguer. Eu, por trabalhar com animação, adoro filmes de animação, mas esse em específico me chamou a atenção pela elasticidade dos personagens, coisa que é bem complicada de se conseguir com animação CG.

BRUNO: Quase Famosos. Não há discussão. Esse filme me faz feliz, só por assistí-lo.

GALE: Taxi Driver.


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O MORADOR DA MENTE: Fala um pouco desse novo clipe que estão lançando.

ROBERTO: Para uma música com o peso que tem tanto no instrumental assim como nas letras, nada melhor do que um lyric video.

CHELLO: Fizemos toda a produção dele. Em algumas reuniões no apê do Gioia, nosso quartel general, decidimos a idéia, o roteiro, o Gale escreveu palavra por palavra, cada uma num papel sulfite com canetão. Depois disso o Tansa escaneou folha por folha numa resolução absurda e me enviou. A partir daí eu fiz a parte de motion e fui adequando conforme a opinião de todos os integrantes pra chegar num resultado que todos gostassem.

BRUNO: Como toda banda independente, nos falta grana para realizar aqueles projetos megalomaníacos que temos. Mas queríamos marcar esse lançamento com um clipe bacana para as pessoas. Algo que trouxesse a identidade da banda e ainda fosse divertido de acompanhar. A escolha pelo lyric video foi acertada. Conseguimos traduzir a nossa alma nele.


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O MORADOR DA MENTE: E mulheres? Qual o melhor tipo?

BRUNO: Aquela que te faça feliz. Por uma noite, por 10 minutos, por uma vida inteira. Não importa. Ah, e a Sofia Vergara.

ROBERTO: Em relação a mulheres, para mim pouco importa a aparência, e sim a falta de ar que ela te causa com um simples olhar e o brilho nos olhos ao retribuí-lo. E principalmente, se você também causa nela as mesmas sensações.

CHELLO: Baixinhas e branquelas.


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O MORADOR DA MENTE: Alguma coisa no Tres Doses ainda não agrada vocês?

ROBERTO: O fato de que não podemos tocar todos os dias. Mas um dia chegaremos lá.

BRUNO PG: Acho que a principal é que, como todos temos outros empregos, não temos o tempo que gostaríamos para podermos nos dedicar fulltime a essa banda.


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O MORADOR DA MENTE: Para finalizar, qual a expectativa para o futuro na banda de vocês?

BRUNO: Ser a maior e melhor banda que pudermos. A gente acredita muito no nosso potencial, nas nossas canções. Então, na prática, quanto mais pessoas se divertirem, tiverem aquele apoio lacônico, fizerem filhos e etc escutando o nosso som, mais ficaremos felizes.

ROBERTO: Com esse clipe que estamos lançando e o EP vindouro, o caminho para o futuro da banda está sendo traçado. Isso só nos motiva a compor e a tocar mais. Aguardem novas músicas, mais lançamentos e muitos shows pelos meses que estão por vir.


GALE: Eu prefiro não criar grandes expectativas, mas espero que continuemos o que estamos fazendo, mas cada vez atingindo mais gente, cada pessoa que ouve uma música nossa e aquilo a influencia de alguma maneira positiva faz tudo valer a pena, me motiva ainda mais. A música me ajudou a passar por muita coisa, e eu espero que as nossas músicas possam fazer isso por outros.

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E essa é a banda TRÊS DOSES! 
Curtiu os caras? Então da uma conferida no som deles com o novo clipe, O Pecado ( E Um Deus Qualquer).







André Bludeni

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